Cidade Digital: muito além da internet gratuita

27/04/2018 por IPM

Você já deve ter ouvido falar no conceito de Cidade Digital. Quando surgiu, referia-se principalmente aos municípios que implantaram infraestutura de conectividade, como pontos de acesso para a distribuição gratuita de internet à população, seja por wi-fi ou outro mecanismo.

Com a evolução tecnológica o conceito sofreu mudanças e atualizações, mas continua sendo uma estratégia indispensável para a boa gestão em prefeituras. Para entender melhor o que significa ser uma Cidade Digital continue a leitura:

 

O que é uma Cidade Digital?


A origem do termo remete à Amsterdam Digital City, projeto inspirado em redes comunitárias dos Estados Unidos e Canadá de 1994 que, pela primeira vez, criou a metáfora da cidade como interface para interação com os usuários. A conclusão que se chegou, naquela época, foi de que uma Cidade Digital é um local em que as pessoas podem interagir e compartilhar conhecimento.

Com a explosão da internet, na virada do século, a novidade começou a se popularizar no Brasil, sobretudo nos serviços administrativos dos governos locais. À época, diversos gestores procuraram órgãos estaduais e federais em busca de recursos para também aderir à iniciativa.

Com base nessa procura, o Governo Federal lançou, em 2012, um documento conceituando o que era uma Cidade Digital e criou um programa de incentivo para municípios. Pode-se dizer que, nesta época, dava-se os primeiros passos para modernizar a gestão pública, mesmo que de forma ainda tímida e repleta de obstáculos e dificuldades na implementação.

Foi com o avanço da tecnologia e do conhecimento que o conceito de Cidade Digital se popularizou. Embora muita gente ainda associe apenas à conexão pública de internet, para um município ser considerado digital deve estar atrelado à interconexão de órgãos públicos e entidades com inúmeros objetivos como:

  • Modernizar a gestão;

  • Solucionar problemas de comunicação;

  • Ampliar e facilitar o acesso aos serviços públicos;

  • Promover o desenvolvimento dos municípios e estados brasileiros.


Alguns exemplos de como uma Cidade Digital interfere na vida do cidadão estão nas soluções que executam serviços de atendimento online, por exemplo. Marcação de consultas médicas, pagamento de IPTU e consulta de débitos podem ser feitas pelo próprio cidadão, por meio da internet, sem necessidade de se deslocar até a prefeitura.

Portanto, uma Cidade Digital vai além da internet gratuita, ela engloba desde a implantação da infraestrutura de conexão entre os órgãos públicos, até o acesso à população a serviços de governo eletrônico.

O avanço tecnológico tem papel fundamental no desenvolvimento das cidades e, a medida que novas soluções são criadas, é preciso acompanhar a evolução. A Cidade Digital, apesar de ser um pontapé para o setor público investir em tecnologia, já não é suficiente para estimular novas oportunidades de crescimento.

É por isso que hoje se discute o conceito de Cidade Inteligente (Smart city, em inglês), onde a tecnologia atua a serviço do ser humano e do meio ambiente, melhorando a qualidade de vida e criando um meio propício para o desenvolvimento de novos negócios e participação da sociedade.

Em nosso próximo post você vai descobrir qual a diferença de uma Cidade Digital para uma Cidade Inteligente e como ela pode favorecer a sua gestão. Até lá!

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