[Artigo] PaaS nos governos – por Sedi Zanella, gerente de Relacionamento Institucional

por Sedi Zanella, gerente de relacionamento institucional
e-mail: sedi.zanella@ipm.com.br

Não, não cometi um erro de grafia no título deste artigo. Apesar de, nos tempos atuais, ser cada vez mais importante e necessário termos paz nos governos, não é exatamente dela que estou falando. Refiro-me a um conceito da computação em nuvem, a Platform as a Service, que em português significa Plataforma como Serviço. E por que precisamos falar sobre isso e incentivar a sua aplicação na gestão pública? Porque até 2020 o mercado global de PaaS deve movimentar US$ 7,5 bilhões graças à popularização da cloud computing e da necessidade de integração, eficiência e disponibilidade de dados cada vez maiores. Fugir disso significa fechar os olhos para o futuro e valorizar o passado, com todas as suas limitações.

De forma prática, a aplicação de estratégias de PaaS em órgãos executivos e legislativos já começou. Milhares de cidades brasileiras já usam a tecnologia a seu favor e lidam holisticamente com as informações dos contribuintes em áreas como saúde, receita, vigilância sanitária e ocupação do solo, entre outras. Desde quando compreenderam a importância da digitalização dos processos, promoveram mudanças que trouxeram, inclusive, mais receita para os cofres públicos. Há bons exemplos, como o de uma cidade do Sul do Brasil que conseguiu recuperar quase meio milhão de reais em débitos fiscais de bancos por conta de informações incorretas na prestação de contas; ou outro município que reduziu em 70% o tempo para a tramitação de processos na prefeitura; sem contar uma iniciativa que deu aos moradores um aplicativo inédito para a emissão e pagamento do IPTU pelo celular e acabou com a espera e os gastos típicos do envio dos boletos físicos para a maioria da população.

Essas e outras gestões compreenderam a necessidade de aumentar a sinergia entre os diferentes órgãos de governo, seus funcionários e os contribuintes. Elas implementaram sistemas de computadores de última geração, baseados na computação em nuvem, que democratizaram o acesso às informações por meio da digitalização. A partir de um banco de dados comum, um cidadão pode dar entrada em um posto de saúde utilizando o número do Cartão Nacional do SUS, por exemplo, que passa a ser a sua identificação perante a secretaria de saúde, que vai poder acompanhá-lo virtualmente e planejar investimentos e melhorias na área a partir do comportamento e histórico dele. É aí que a necessidade de uma estrutura integrada, escalável, segura e econômica mostra o seu potencial.

A adoção de um conceito de plataformas como serviço para a área pública permite incentivar a inovação mais rapidamente e com menor custo, já que não será preciso investir muito tempo para contratar profissionais que desenvolvam soluções para aquele ambiente. Por estarem integrados, os dados podem ser gerenciados de forma estratégica a um clique ou toque na tela de um smartphone, sem risco à segurança. Quando os gestores públicos entenderem isso e priorizarem a tecnologia, tempos melhores virão na relação com o contribuinte.

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