[Artigo] A prioridade do interesse público na contratação de sistemas de gestão, por Aldo Mees

Por Aldo Luiz Mees, diretor-presidente da IPM Sistemas

O consumidor de tecnologia prioriza o melhor custo-benefício sempre que possível, dando preferência para o que há de mais moderno no mercado. Quando analisa os custos, é comum fazer comparação de preços de aquisição e de manutenção, além da durabilidade. Por que na área pública precisa ser diferente? Afinal, estamos falando do interesse da população – e este deve ser prioridade em uma gestão.

No caso dos sistemas de informação, não há benefício algum na aquisição de tecnologia obsoleta, como os softwares em desktop. Por isso que eles estão sendo substituídos por tecnologia em nuvem nas empresas, no judiciário, nos bancos, nos comércios, nas companhias aéreas, e claro, nas prefeituras e demais entidades.

E por quê? Porque sistemas em nuvem apresentam fortes benefícios e custam menos. A economia se dá ao não se exigir mais investimentos em CPD e serviços de administração. Já os benefícios se mostram no acesso de qualquer lugar e distância, tudo pela internet, nos mais diversos computadores e sistemas operacionais, inclusive os “de livre distribuição”. Também permitem que o cidadão seja usuário do sistema, podendo autoatender-se pela internet.

Ao adquirir sistemas de última geração, devidamente homologados por outros clientes com exigências similares, os custos e os serviços de migração serão realizados uma única vez. Já a implantação de tecnologia desktop custará ainda mais no futuro, já que exigirá uma nova migração - tendo em vista que a evolução vai exigir naturalmente uma mudança.

É importante especificar em editais que os sistemas de gestão sejam acessíveis pela internet, por vários sistemas operacionais e navegadores. Permitir que os fornecedores de sistemas antigos possam competir com os de nova geração praticamente afasta a possibilidade de aquisição da melhor tecnologia, isto porque os sistemas desktop (antigos), em tese, deveriam ser muito mais baratos. Os Tribunais de Contas e o Judiciário vem, por diferentes dizeres, reiteradamente decidindo que o interesse público está na aquisição de tecnologia de nova geração, e isto porque todos já usam estas tecnologias no dia-a-dia.

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