Não compre gato por lebre na migração do sistema de gestão para nuvem
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Nos últimos meses, em decorrência da pandemia e da necessidade de operação de sistemas pela Internet, observamos alguns fornecedores de software vendendo aos Municípios a “migração do sistema de gestão para a nuvem”. 

Até aí, OK. Mas se analisados aspectos técnicos, concluir-se-á que o que está sendo feito é um desserviço ao desenvolvimento da tecnologia brasileira, ao apresentar um sistema como algo que não é.

Tal prática não só fortemente prejudica a imagem dos verdadeiros sistemas nuvem, em inglês denominados cloud computing, como também desmerece o árduo trabalho envolvido no desenvolvimento de um sistema verdadeiramente nuvem. Além disso, difunde noções e práticas incongruentes com o verdadeiro cloud computing.

Os “sistemas verdadeiramente nuvem” são desenvolvidos com linguagem, engenharia de processamento e regras de segurança apropriados para uso pela Internet. Então, são softwares desenvolvidos em PHP, Java ou outra linguagem de última geração.

Mas a verdade é que alguns concorrentes inescrupulosos “levam para a nuvem suas velharias”. Ou seja, sistemas desenvolvidos há muitos anos em Delphi, Cobol ou outras linguagens antigas para o funcionamento e uso dentro das “quatro paredes das Prefeituras”, nos CPDs. Esses sistemas, em sua engenharia, exigem muito tráfego na rede, causam dificuldades operacionais e não consideraram a possibilidade de ataque por hackers.

Esses velhos sistemas são levados para a nuvem através de emuladores (simuladores), que servem para uso provisório. Ou seja, não é feita a migração do sistema de gestão para nuvem, mas uma simulação disso.

Em se tratando de grandes softwares, para várias áreas, como é o caso dos sistemas de gestão pública, o uso de emuladores só faz sentido para dar tempo aos fabricantes de software para reescrever seus softwares em linguagem, engenharia e segurança apropriada para uso pela Internet. E essa reescrita e homologação tem consumido mais de 5 anos, ou até 10, para os melhores fabricantes.

Os softwares mais antigos têm mais fragilidades e estão mais suscetíveis a ataques por hackers, tanto que a mídia nacional tem noticiado com frequência fatos ocorridos até no judiciário. Já um sistema verdadeiramente nuvem é desenvolvido tendo preocupações como a segurança para uso pela Internet.

Muitos não sabem diferenciar uma coisa da outra, e isso prejudica por demais os verdadeiros sistemas cloud computing, assim como o avanço da tecnologia no Brasil.

Através dessa simulação, os usuários criam conceito e imagem muito ruins de sistemas web. Afinal, não sabem diferenciar os verdadeiros sistemas cloud computing das velharias utilizáveis por emuladores, simuladores.

A pergunta que fica é: a quem este tipo de simulação realmente beneficia?

 

* Artigo de Aldo Luiz Mees, presidente da IPM Sistemas

 

Assista ao vídeo com depoimento sobre sistema emulado x web

 

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