Aldo Luiz Mees, consultor e diretor presidente da IPM, desenvolvedora de softwares de gestão pública, concedeu entrevista ao SBT Meio Dia, programa de notícias de Santa Catarina, para falar sobre a tecnologia de certificação digital. Conhecida como a assinatura do futuro, ela utiliza um simples cartão para identificar uma pessoa ou empresa nas transações via Internet. Trata-se de uma carteira de identidade digital.
Existem vários tipos de assinatura digital, sendo mais utilizados o A1 e o A3. A assinatura pelo modelo A1 é processada com softwares instalados no computador do usuário, sem cartão com chip. Já a assinatura A3 é realizada com um cartão com chip (modelo similar ao cartão de crédito), onde um aparelho lê o carão e-CPF ou e-CNPJ. Ambos garantem a autenticidade da identificação. O modelo A3 propicia maior mobilidade ao usuário, que fica dispensado de levar junto o computador para assinar. Os contadores da iniciativa privada, advogados e empresários, em ampla maioria, já assinam digitalmente. Em breve, processos, protocolos, documentos e até contratos serão assinados desta forma, o que dará maior agilidade aos processos legais.
De acordo com Aldo, a tecnologia ainda auxilia as prefeituras na cobrança dos tributos. “O município passa a ter mais segurança para fazer justiça fiscal”, afirma. O diretor conta que órgãos federais, como a Receita, já aderiram ao sistema. “No futuro a certificação digital será usada por todos. RG, CPF e Título de Eleitor se transformarão no RIC – Registro de Identidade Civil. Além da redução dos custos para manter o sistema, falta apenas que a cultura da certificação digital seja disseminada para que ela cresça no Brasil”, complementa.
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